Dia das Crianças deve movimentar R$ 10 bilhões

De acordo com pesquisa realizada pela CNDL em parceria com Offer Wise, 72% dos consumidores devem ir às compras. Internet será o principal local de compra

O cenário de incertezas trazido pela pandemia da Covid-19 não deverá atrapalhar o Dia das Crianças deste ano. Mesmo em meio a um cenário econômico desafiador, 72% dos consumidores devem ir às compras. É o que revela pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pela Offer Wise em todas as capitais. A expectativa é de que o varejo movimente aproximadamente R$ 10,87 bilhões.

Mesmo com os efeitos da pandemia se fazendo presentes na rotina e nas finanças da grande maioria dos brasileiros, o percentual daqueles que irão realizar compras na data não mostrou diferença significativa em comparação ao ano passado (73,3%).

O presidente da CNDL, José César da Costa, destaca que o Dia das Crianças é uma importante data para o comércio, que possibilita entender as tendências das compras de final de ano.

“Os dados de intenção de compra servem de termômetro para o fim de ano, ao trazer as primeiras impressões do que deve acontecer no Natal. Além disso, o varejista, que esteve boa parte do ano de portas fechadas, conta com as vendas do Dia das Crianças neste momento de retomada econômica”, afirma Costa.

Na pesquisa, é possível notar o reflexo das adversidades atuais do cenário econômico quando a maior parte daqueles que não vão adquirir presentes alega que está sem dinheiro (25%). Além desses, 24% não possuem nenhuma criança entre o círculo familiar ou de amigos que queiram presentear e 14% afirmam estar desempregados. Entre aqueles que deixarão de presentear por não ter dinheiro, estar desempregado ou não poder encontrar o filho na data, 71% citam os impactos da pandemia da Covid-19.

Tendo em vista a quantidade de itens que devem ser comprados, três em cada dez entrevistados vão adquirir dois presentes (31%), enquanto 27% pretendem comprar somente um presente, e 18%, três presentes. Em média, os consumidores vão adquirir 2,3 presentes. O gasto médio deve ser de R$ 209,33 com todos os presentes na data, valor bastante parecido à intenção de compras da pesquisa de 2019 (R$ 198,79).

Considerando as formas de pagamento que deverão ser mais utilizadas, 82% garantem que pretendem pagar à vista, especialmente em dinheiro (49%) e no cartão de débito (31%). Ao mesmo tempo, 36% optarão pelo parcelamento, sobretudo no cartão de crédito (32%). A média será de 4,0 parcelas, o que significa que essas pessoas estarão pagando pelos presentes até o início de 2021.

“Uma vez que há maior propensão dos consumidores para o pagamento à vista, vale a pena o empresário buscar recursos para incentivar clientes a pagarem suas compras nesta modalidade, o que irá gerar maior fluxo de caixa, além de economia com taxas de cartão e antecipação bancária”, afirma o presidente da CNDL, José César da Costa.

De acordo com a pesquisa, 83% dos consumidores pretendem fazer pesquisa de preço antes das compras, sendo que 76% pretendem pesquisar os preços pela internet, principalmente em sites e aplicativos (65%).

Já 70% vão pesquisar preços sem o auxílio da internet, principalmente nas lojas de rua (38%) e de shopping (36%).

Os produtos mais visados neste Dia das Crianças serão as roupas e calçados (38%), bonecos/bonecas (33%) e os jogos de tabuleiro/educativos (28%). A grande maioria dos consumidores que pretende realizar compras para a data optará pela primeira semana de outubro (45%), enquanto 21% o farão ainda em setembro e 14% irão às lojas na véspera do evento.

Os locais de compra mais citados pelos entrevistados são a internet/lojas virtuais (34%), o shopping-center (31%) e as lojas de rua/bairro (24%). Considerando aqueles que realizarão suas compras na internet, 79% vão utilizar sites, 54% os aplicativos e 20% o Whatsapp.

Na opinião dos entrevistados, os fatores que mais pesam na hora de escolher onde realizar as compras do Dia das Crianças são o preço (52%), as promoções e descontos (41%), a qualidade (31%) e os procedimentos de segurança com relação ao coronavírus (26%).

O presidente da CNDL destaca a importância de os varejistas adaptarem seus atendimentos e vendas aos canais virtuais, mesmo aqueles que não possuem e-commerce.

“Estratégias de abordagem multicanais – como lojas físicas que utilizam recursos de vendas on-line – que adotem divulgação por meio de redes sociais e envio de ofertas ao consumidor via whatsapp, quando aliadas a um sistema de entrega eficiente, podem ser grandes forças no aumento das vendas das lojas de bairro e shoppings, sobretudo do pequeno e médio varejo. Vale ainda trabalhar o uso de imagens e ofertas exclusivas para atrair atenção do consumidor”, afirma o presidente da CNDL.

Fatores determinantes para as compras
Quando se trata do processo de decisão de compra, os fatores mais levados em conta pelos consumidores entrevistados na hora de escolher os presentes são a qualidade (24%), o preço (18%), o desejo do presenteado (17%) e as promoções/descontos (17%).

Além da opinião dos adultos, a criança também costuma exercer papel crucial no momento de escolher os presentes. Tanto que, embora a maioria dos entrevistados afirme escolher os presentes sozinhos ou com ajuda de outro adulto (44%), quatro em cada dez (38%) decidem conjuntamente com a criança, e 16% deixam a escolha unicamente para a criança.

Nove em cada dez entrevistados acreditam que a publicidade infantil influencia a pedir presentes (89%). Ainda sobre possíveis fatores de interferência na escolha dos presentes, 84% mencionam a influência de outras crianças, sendo que 45% pensam ser pequena e 39% pensam ser grande.

Por fim, quatro em cada dez admitem que há pressão da criança para adquirir o presente que ela quer (39%), sendo que 16% não cedem e 23% acabam comprando o item. Por outro lado, 60% garantem que não há essa pressão. Considerando o momento da compra, 35% dizem que foram ou irão acompanhados da criança.

Fonte: Varejo S.A.

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