As fake news (notícias falsas) não são apenas os velhos boatos, que sempre existiram. Trata-se de uma informação veiculada em formato jornalístico, sabidamente falsa, utilizada para fazer crer em algo contra ou a favor de alguém. Ao contrário das verdadeiras notícias, elas não são apuradas, checadas. A internet e as redes sociais são um terreno fértil para as fake news.
Quem tem acesso à internet e às redes sociais provavelmente já se deparou com notícias falsas, mesmo que não tenha se dado conta disso. No ambiente virtual, as chamadas fake news são rapidamente compartilhadas e espalhadas.
Segundo a Universidade de Oxford, mais da metade do tráfego da internet é feito por bots, programas que simulam ações humanas repetidas vezes e de maneira padrão. São capazes de fazer um tema se transformar em tendência, atacar uma figura pública, espalhar um boato e, inclusive, ser importante arma política.
Compartilhar conteúdos falsos pela internet, seja por aplicativos de mensagem ou pelas redes sociais, pode se tornar crime com pena de prisão que varia de um a três anos. A proposta, concretizada no projeto de lei (PL) 473/2017, foi apresentada ao Senado no final do ano passado e está em tramitação na Casa.
Além da prisão, de acordo com o PL, quem divulgar notícias falsas terá de pagar uma multa, cujo valor não está estipulado no projeto. Caso a notícia tiver como objetivo beneficiar a pessoa que a divulgar, a punição é mais dura, com aumento de um a dois terços na pena.
Fontes: Fantástico | Gazeta do Povo
Servidor do Espírito Santo é exonerado por espalhar 'fake news'
O governo do Espírito Santo exonerou nesta quinta-feira (15) o assessor especial nível IV, Evandro Figueiredo, com salário bruto de R$ 5,6 mil, suspeito de espalhar informações falsas que favoreceriam o atual governador capixaba, Paulo Hartung (PMDB). O servidor, que trabalhava na Secretaria Estadual de Esporte e Lazer, teria publicado no site Capixabao.com uma pesquisa eleitoral que apontava a vitória de Hartung na corrida pela reeleição. O caso é investigado pela Polícia Federal na Operação "Voto Limpo", deflagrada nesta quinta-feira.
A PF recolheu computadores, celulares e outros materiais na casa e no trabalho de Figueiredo. As investigações começaram após uma denúncia anônima. Pelo menos 12 agentes participam da operação.
Ainda, de acordo com a PF, o interesse do servidor era na continuidade do governo. Como é comissionado, estaria com o emprego ameaçado.
A superintendente estadual de Comunicação, Andréia Lopes, afirmou que a conduta do servidor comissionado apontado pela Polícia Federal como responsável pela divulgação de notícia falsa foi “pessoal” não guarda nenhuma relação com as orientações e práticas da atual gestão estadual.
“Não concordamos e nem orientamos para que esse tipo de prática aconteça. As condutas que nós defendemos são as éticas. Foi um comportamento pessoal e isolado de um servidor. Não há orientação de governo nesse sentido”, afirmou.
Fontes: Estadão | Jornal A Gazeta ES 15.03.18
