Varejistas podem e devem usar de diferentes mecanismos como oportunidades
para atrair os clientes, fazendo-os se sentirem acolhidos em suas lojas.
O holismo na organização do PDV
Estar em uma loja e se deparar com um ambiente aconchegante; com tudo em seu lugar; com aroma, iluminação e música adequados; e onde é possível visualizar estrategicamente a localização dos produtos ao seu redor é fornecer ao corpo e à mente os subsídios necessários para se sentir bem.
Por outro lado, estar em um ambiente desconforme, suscita, imediatamente, repulsa e vontade de interferir para organizá-lo.
E, não à toa, as atividades das células nervosas constroem um mundo interno que se molda à medida que interage com o ambiente externo, como trata a proposta holística moderna – em que o todo determina o comportamento das partes.
Nesse sentido, as varejistas podem e devem usar de diferentes mecanismos como oportunidades para atrair os clientes, fazendo-os se sentirem acolhidos em suas lojas.
Toda essa estratégia, entretanto, precisa ser muito bem planejada, envolvendo equipes multidisciplinares: marketing, comercial, visual merchandising, arquitetura, design de interiores etc., voltados a entender os quatro “P” integralmente: público-alvo, produto, ponto de venda e promoção.
Muito se engana quem pensa que ter uma loja rentável é simplesmente criar um logo, adotar um conceito e desenhar produto. A relação da essência do ponto de venda com o consumidor está cada vez mais estreita e hospitaleira.
O produto não é mais um fim em si mesmo. Ele é o início de uma relação longa e duradoura, pautada pelo conjunto de experiências positivas intrínsecas ao bom atendimento, à qualidade, ao pós-venda, ao ambiente, ao profissionalismo e à segurança de que a marca não irá decepcionar.
Conseguir oferecer uma atmosfera no ponto de venda (PDV) entabulando essas características certamente fará diferença nos resultados. O cliente assíduo será o primeiro a perceber a ruptura e, se foi ouvido em suas solicitações com pesquisas prévias, se sentirá prestigiado por ter contribuído com aquela nova faceta da marca.
Os que ainda não consumiam se sentirão atraídos a conhecer e, gostando do novo espaço e sentindo receptividade, poderão tornar-se clientes frequentes, cabendo à loja a manutenção desse contato, com levantamento frequente dos anseios de seu público a fim de sempre disponibilizar a experiência de compra que seus clientes procuram.
A frente da loja
Especificamente sobre a vitrine, ou frente de loja, como também é chamada, surge a primeira oportunidade de contar a história e apontar os diferenciais do seu ponto de venda. Torná-la visível de longe e deixá-la criativamente convidativa são regras básicas, postas em prática, no mínimo, a cada 15 dias.
Pensando na funcionalidade, é importante o lojista observar a largura da porta, para permitir o acesso de cadeirantes e também para que o interior do local possa ser observado de fora.
Fonte: Exame.com
