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Pesquisa aponta que 58% dos brasileiros não pretendem aumentar gastos com o presente de Dia das Crianças

10 de outubro de 2016

Segundo o SPC Brasil e a CNDL, situação financeira ruim e endividamento
são as principais razões para os consumidores que pretendem consumir menos.

Má situação financeira, endividamento, aumento da inflação e instabilidade econômica. A conjuntura atual fez com que essas sejam as principais justificativas para quem pretende gastar menos com os presentes de Dia das Crianças de 2016, se comparado ao ano passado. Uma sondagem feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em todas as capitais, mostra que aproximadamente 57,8% esperam gastar menos ou o mesmo valor com os presentes em relação a 2015. Mesmo entre os 28,0% que têm a intenção de gastar mais, a principal razão para isso é o aumento dos preços dos produtos (31,2%).

Neste ano, a maior parte dos entrevistados, irá gastar entre R$ 101,00 e R$ 300,00. A maioria dos brasileiros pretende comprar três ou mais presentes para a data comemorativa.
Em relação à forma de pagamento, os consumidores mostraram preferência pelo pagamento em dinheiro (44,6%) em especial os mais jovens, as mulheres e os consumidores das classes C/D/E. Cerca de 37% pagarão no cartão de crédito, seja à vista ou parcelado e, para as compras realizadas a prazo, serão feitas quatro parcelas, em média.

Segundo o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, os resultados de vendas de todas as datas comemorativas de 2016 refletem o cenário econômico recessivo que o Brasil atravessa e seus impactos no poder de compra dos consumidores. “A sondagem referente ao Dia das Crianças dá ao varejo um direcionamento do que podemos esperar para o Natal, data comemorativa mais importante do comércio”, explica Pinheiro.
“Tal apuração torna-se ainda mais importante diante do atual contexto econômico, em que persistem incertezas tanto por parte dos consumidores quanto dos empresários.”

Quase metade dos adultos são pressionados para a compra dos presente

A pesquisa do SPC Brasil e da CNDL mostra que 45,1% declaram haver pressão da criança para comprar o presente, e 25,9% acabam cedendo e comprando o presente que ela deseja. “É grande o apelo emocional sofrido pelos adultos na hora de comprar o presente de Dia das Crianças. A pressão nesse momento pode acabar levando o consumidor a ceder e gastar mais do que sua realidade financeira permite, perdendo o controle sobre as contas”, explica o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.

Para ele, algumas estratégias podem ser adotadas pelos adultos quando o assunto é a compra de presentes para as crianças: “Antes de sair para as compras é essencial que o consumidor analise suas contas e defina com clareza o quanto pode gastar, se planejando para que a data comemorativa não o leve ao descontrole das finanças. A pesquisa de preços também pode ser uma grande aliada, fazendo com que o presente caiba no orçamento”. Segundo Vignoli, o momento também pode ser aproveitado para conversar sobre educação financeira com as crianças: “Caso o orçamento não permita que seja comprado exatamente o que a criança deseja, a conversa pode ser uma boa opção para explicar as possibilidades financeiras da casa, procurando presentes alternativos”.

Metodologia

A pesquisa do SPC Brasil e da CNDL serve de termômetro para o mercado varejista e revela como o consumidor brasileiro deve consumir no Dia das Crianças. Para isso, foram ouvidos 603 consumidores de todas as capitais com idade igual ou maior a 18 anos, gerando um erro máximo de 4,0 pontos percentuais e confiança de 95%.

Fonte: SPC Brasil