A ideia do Setembro Amarelo nas empresas é conscientizar colaboradores e instrumentalizar lideranças, gestores de saúde e profissionais de RH com práticas seguras sobre o assunto.
É fundamental comunicar, através de eventos sobre o tema ou comunicação escrita, que todas as pessoas podem contar com o apoio de agentes externos como o CVV - Centro de Valorização da Vida.
A central telefônica (188) funciona 24 horas e sem custo. Mas também é possível acessar o serviço pelo site www.cvv.org.br, chat ou e-mail.
Além disso, é possível entrar em contato pessoalmente por meio de um dos 120 postos de atendimento do CVV espalhados pelo Brasil.
É importante também ressaltar que o suicídio e as tentativas de suicídio são emergências médicas e, portanto, é possível ligar para o SAMU (192).
Agora, veja algumas possibilidades de ações do Setembro Amarelo nas empresas:
- Eventos para sensibilização e conscientização
Trazer informações, conhecimentos e apoio seguros deve ser o principal pilar das ações do Setembro Amarelo nas empresas. Rodas de conversa, palestras e outras ações específicas para o mês de prevenção e combate ao suicídio, podendo ser realizadas de maneira online ou presencial. - Melhorar o clima organizacional
As lideranças tem o importante papel na construção de um clima organizacional saudável, pois sabemos o quanto ambientes tóxicos podem afetar a saúde mental das pessoas. Como passamos a maior parte do tempo trabalhando, é fundamental que este seja um espaço de segurança.
Além de trazer informações, melhorar o clima organizacional é outra maneira importante de as empresas se engajarem no Setembro Amarelo.
- Respeitar as jornadas de trabalho
Um ambiente de trabalho tóxico que prega uma cultura workaholic é, sem dúvida, fonte de adoecimento. Respeitar o horário dos funcionários, bem como o escopo de trabalho de suas funções, é o mínimo que as empresas devem fazer para contribuir para a saúde mental deles. - Falar sobre saúde mental o ano todo
O Setembro Amarelo nas empresas é um grande momento para fortalecer uma cultura de valorização da vida e combate ao suicídio, bem como divulgar os principais fatores de risco. Mas não adianta fazer uma bela campanha neste mês e esquecer do assunto no restante do ano.
Além disso, as ações preventivas recomendadas para a construção de ambientes de trabalho saudáveis são bem-vindas o ano inteiro, sendo, inclusive, uma prática que deveria ser a norma nas instituições.
- Oferecer apoio e suporte
Ter profissionais e lideranças capacitadas para oferecer apoio e suporte é imprescindível, tanto na prevenção quanto no encaminhamento de questões de saúde mental ou até casos de suicídio ou tentativa. O trabalho é para que não haja qualquer caso, mas, se ocorrer, é preciso oferecer ou recomendar que busquem apoio psicológico à equipe da vítima, às lideranças diretas e aos familiares.
- Informar sobre o que NÃO fazer
Há verdadeiros mitos sobre transtornos mentais e suicídio que precisam ser combatidos. Eles entram na lista do que NÃO fazer.
Veja alguns:
- Ignorar pessoas que falam que irão se matar por acreditar que “quem se mata não avisa”;
- Não falar sobre suicídio, por acreditar que tocar no assunto é uma forma de incentivá-lo;
- Achar que apenas pessoas deprimidas cometem suicídio;
- Acreditar que uma melhora após uma crise significa o fim do risco de suicídio por completo;
- Não reduzir os riscos de suicídio isolando ambientes e ferramentas perigosas, por acreditar que “quem quer se matar, dá um jeito”.
Essas são algumas atitudes a NÃO tomar caso esteja diante de ou conviva com pessoas em risco de cometer suicídio. Muitas delas podem agravar ainda mais o quadro e, indiretamente, colocar uma pessoa com a saúde mental fragilizada em risco de vida.
Para que isso não aconteça, é fundamental contar com psicólogos ou psiquiatras especialistas no tema.
- Investir num programa de saúde mental
Quando falamos em prevenir o suicídio, estamos falando de uma ação complexa, pois envolve a atuação em várias frentes. Às empresas, cabe desde a promoção de condições de trabalho seguras até a oferta de apoio especializado.
Como nessa questão o principal é a prevenção, criar um programa de saúde mental que atue nos pontos de maior vulnerabilidade da empresa é uma solução bastante estratégica.
A ideia é mapear setores, comportamentos e aspectos da natureza do trabalho que mais contribuem para a insegurança psicológica dos colaboradores e, em seguida, construir um programa de saúde mental que possa tratar essas questões.
Fonte: Vittude
